Cerca de 120 enxadristas de 12 cidades participaram do 6º Torneio de Xadrez Rápido, promovido pela Prefeitura de Mandaguari, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer. Com inscrições gratuitas, o evento ocorreu no Ginásio Municipal Xanduzão, no sábado (9).
A professora de xadrez Daniela Botion, que ministra aulas gratuitas para a população em geral – veja os dias e os horários no final do texto –, através de um projeto desenvolvido pela Administração Municipal, afirma que um dos diferenciais dessa competição é a questão das inscrições gratuitas.
“Geralmente, a inscrição para um torneio desse nível varia de R$ 200 até uns R$ 300. A participação nos jogos daqui valem pontuação no Rating Fide (sistema de classificação de jogadores de xadrez, regulamentado pela Fédération Internationale des Échecs)”, observa Daniela.
REGIÃO – O evento contou com participantes de 11 cidades da região, como Maringá, Sarandi e Marialva, entre outras, e um participante de fora do Estado, da cidade de Goiás (GO). Cinco árbitros vieram de Campo Mourão, Paranavaí e Maringá.
Reunindo participantes de diversos níveis, de amadores até figuras de destaque estadual, o torneio contou com enxadristas de 4 a 72 anos. O mais experiente da turma, Getúlio Onishi, 75, parabenizou a prefeitura pela realização do evento e comentou a importância de praticar o xeque-mate:
“É a 2ª vez que participo de um torneio em Mandaguari. O xadrez é ótimo para encontrar amigos, bater um papo e manter a mente ativa. Até agora joguei três e ganhei duas. A gente nota a evolução da garotada”, comenta o enxadrista, que joga por lazer desde os 12 anos de idade.
REI DO XEQUE-MATE – Destaque em competições estaduais, o maringaense Jomar Egoroff, 60, dedicou uma vida ao xadrez: “Ninguém ganhou tantos campeonatos paranaenses como eu. Venci 11 vezes”, diz. O enxadrista, que é considerado Mestre pela federação internacional de xadrez, afirma que o torneio mandaguariense serve como uma espécie de aquecimento para as finais dos Jogos Abertos, que ocorrem no próximo mês, em Apucarana. “É uma forma dos alunos treinarem.”
ESTREIA – A competição trouxe novos desafios ao filho de 12 anos da professora mandaguariense Adriana Calefe, 48. “É a 1ª vez que ele vai jogar com participantes de outras idades. É uma oportunidade para ele”, avalia. Segundo a mãe, o xadrez tem efeitos positivos sobre o adolescente. “Desenvolve raciocínio e melhora a concentração, e isso, num tempo de celulares, é raro hoje em dia.”
PARA PARTICIPAR – As aulas de xadrez, com entrada gratuita, são ministradas de segunda e quarta no Colégio Estadual José Luiz Gori e de terça e quinta no Parque da Pedreira. Quinzenalmente, há, ainda, aulas aos sábados no Parque da Pedreira. Os encontros são abertos para a população em geral e ocorrem das 8h às 10h e das 13h às 16h.